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Sugestão Para Domingo à Tarde #62: Victor Frankenstein (Paul McGuigan, 2015)

James McAvoy e Daniel Radcliffe juntos no mesmo filme? Sim, por favor! Para ontem, se possível.

Victor Frankenstein traz-nos uma nova visão sobre esta história já mais que explorada, mas com interpretações de luxo. A novidade é que a narrativa é contada sob a perspetiva de Igor, o assistente de Frankenstein. Antes de mais, importa esclarecer: Igor nem sequer era Igor. Era simplesmente um corcunda sem nome, vítima de bullying que trabalhava num circo. No entanto, para se abstrair da sua vida miserável, dedicava-se ao estudo do corpo humano e quando salvou a sua grande paixão de morrer asfixiada, suscitou o interesse no Dr. Frankenstein. Este decide salvá-lo e dar-lhe uma nova vida já que o seu intelecto é de grande ajuda para si.

Apesar da história ser centrada no famoso médico, há espaço para cenas sem o mesmo. Assim, temos o desenvolvimento do romance entre Igor e Lorelei (Jessica Brown Findlay) e um inspetor que quer muito deter Victor. É uma obra que retrata uma boa amizade ao mesmo tempo que explora um bocadinho o lado emocional de Frankenstein e da sua consequente necessidade de criar vida a partir da morte.

Em termos visuais, o filme é bastante escuro. Tem grandes contrastes e sombras o que se traduz num ambiente muito soturno e lúgubre. McAvoy é fantástico nos traços maníacos e loucos da sua personagem. É obsceno, extravagante e irónico e faz-se acompanhar de uma performance muito natural e muito bem conseguida. Radcliffe acaba por sair ofuscado com tanto brilhantismo mas juntos funcionam muito bem no ecrã. É uma parelha com grande química e que beneficia largamente esta obra.

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