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O Círculo (The Circle, 2017)

The Circle traz-nos um triller para os amantes das tecnologias. Realizado e escrito por James Ponsoldt, conta com Emma Watson (Harry Potter), Tom Hanks (Sully) e John Boyega (Star Wars: The Force Awakens) no elenco principal.

Adaptado do romance de Dave Eggers, esta obra conta a história de Mae Holland (Emma Watson), uma jovem que está insatisfeita com o seu emprego e que consegue graças à sua amiga de infância, Annie (Karen Gillan), um emprego na empresa de Internet mais poderosa do mundo: o Círculo. O enredo passa-se num futuro próximo indefinido e tem como fundo principal a sede da empresa situada num campus idílico na Califórnia.

O que ao início parece ser o melhor sítio para se trabalhar, depressa se torna numa angústia à medida que o papel de Mae se torna mais e mais importante. Encorajada pelo fundador da empresa, Eamon Bailey (Tom Hanks), a participar numa experiência inovadora que impele os limites da privacidade, ética e da sua liberdade pessoal, Mae começa a entender como cada decisão que faz afeta a vida e o futuro dos seus amigos, da sua família e da humanidade.

O que começa como a trajetória entusiasmada da ambição e do idealismo de uma mulher, depressa se transforma num eletrizante drama que levanta questões fundamentais sobre memória, história, privacidade, democracia e os limites do conhecimento humano.

O argumento mostra alguma novidade na medida em que não se trata de mais um filme sobre o quão má é a era tecnológica em que nos encontramos. Assim, há o apelo ao outro lado, de que se usadas apropriadamente, as tecnologias podem ser o auge da raça humana. Citando o The Guardian é “o comentário satírico mais preciso sobre a era da internet.”.

No entanto, apesar de bem idealizado está mal concebido. Deste modo, apesar da boa premissa inicial, o filme fica aquém, não só a nível de realização, mas também a nível de história e personagens que se revelam vazias e unidimensionais. Por exemplo, a personagem principal, Mae, é completamente estática e durante todo o filme não se conseguem entender as suas motivações ou sequer as relações que tem com as restantes personagens.

Relativamente a performances, apesar do esforço, Emma não consegue deixar de ser a sweet heart que estamos habituados a ver e, portanto, não consegue elevar a sua personagem ao potencial que esta poderia atingir. Em relação a Tom Hanks, no pouco que aparece no filme, consegue, embora a grande esforço, dar à sua personagem algum sentido de história mostrando o seu lado de vilão sedutor e  líder de uma das empresas mais ricas de tecnologia.

The Circle revela-se um filme manipulador que parece muito mas que se revela pouco, com um enredo bem idealizado mas oco. Sem gratificação e sem qualquer resposta emocional provocada, como comprovado no final, deixa muitas questões no ar, acabando num simples fundo branco e com algumas frases inspiradoras que não saciam quem está do outro lado do ecrã à espera de mais.

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