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Smurfs: A Aldeia Perdida (Smurfs: The Lost Village, 2017)

Os Smurfs estão de volta com o terceiro filme e que conta com a realização de Kelly Asbury (Shrek e Gnomeu e Julieta), argumento de Karey Kirkpatrick e Chris Poche, baseado na série animada, Les Schtroumpfs de Peyo.

Nesta nova aventura, os Smurfs vão tentar encontrar uma aldeia que reserva muitas surpresas e em particular para a Smurfina. Desta vez, a história é centrada na personagem feminina que, aparentemente, não está feliz porque começa a perceber que todos os outros Smurfs do vale têm uma função preciosa na comunidade. Todos menos ela. Como se conta, e para quem não se lembra, esta personagem foi criada a partir de barro pelo malvado Gargamel para ser espia e revelar a localização da aldeia ao vilão.

Com a dúvida sobre qual o seu verdadeiro propósito, e sem saber se é realmente um Smurf ou não, Smurfina encontra alguém misterioso que a leva a sair da aldeia em busca de novas descobertas. No entanto, ela não vai sozinha contando com os seus melhores amigos Sabichão/Óculos, Desastrado e Valentão. Partem, então, juntos numa excitante e emocionante aventura pela Floresta Proibida, repleta de criaturas mágicas, para encontrar uma misteriosa aldeia perdida antes que o feiticeiro Gargamel o faça.

A versão portuguesa conta com as vozes dos 4 animadores do Café da Manhã (RFM) Nilton (Metediço que gosta de meter o nariz onde não é chamado), o Pedro Fernandes (Vaidoso), Mariana Alvim (Jade, uma das novas personagens mistério da Aldeia Perdida) e por último, Raminhos (Resmungão). Nas vozes principais, Cláudia Vieira (Smurfina), Pedro Granger (Desastrado), Lourenço Ortigão (Valentão), Pedro Ribeiro (Sabichão/Óculos), Renato Godinho (Gargamel) e José Jorge Duarte (Pai Smurf).

Graças ao investimento na equipa de criadores e de realização, é possível notar a diferença muito superior em relação às duas últimas versões. É uma obra com bons efeitos digitais e gráficos, com tons coloridos que tornam o filme visualmente muito atraente (ainda mais para quem o vê em 3D), e que nos evoca um meio muito mais alegre e vivo para este universo e espírito Smurf.

Apesar de ser uma história um pouco previsível, o mote que nos traz é inovador no que toca a filmes de animação passando por demonstrar o empowerment feminino e a descoberta de identidade própria. As personagens Óculos, Valentão e Desastrado são bem aproveitados uma vez que desenvolvem novas habilidades e resolvem conflitos que lhes permitem evoluir conforme progride a narrativa. No entanto, Smurfina fica um pouco aquém na medida em que se revela um pouco carente demais, descobrindo apenas o seu propósito nos minutos finais e num ato um pouco apressado e forçado. Deste modo, o argumento revela-se um pouco desleixado pois apressa a história sem necessidade, acabando com uma “entrevista” aos amigos da Smurfina onde estes explicam o que acham que ela é, ou seja, a premissa de todo o filme, apelando a respostas vagas como “A Smurfina é o que ela quiser ser”.

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