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Sugestão de Domingo à Tarde #67 – Carol (Carol, 2015)

Carol é um daqueles filmes obrigatórios por vários motivos. E se estão à procura de um bom serão, não podem deixar escapar esta obra.

A história fala-nos de uma relação estabelecida entre duas mulheres nos anos 50. Therese (Rooney Mara) é, para começar, uma personagem muito pura. É a típica menina bem comportada. Quando conhece Carol (Cate Blanchett) logo desenvolve um certo fascínio sendo que, provavelmente, nem saberia muito bem no que este consistiria. Curiosa, de certa forma é ela quem dá o mote para o início do que se passa entre ambas. Mas como o tango se dança a dois, felizmente para Therese, Carol também sentiu o quer que a primeira tenha sentido.

No entanto, nem tudo é fácil pois Carol enfrenta um divórcio e a luta pela custódia da sua filha. O seu ex-marido é tão apaixonado pela sua ex-mulher que se ele não a pode ter, mais ninguém pode. Mesmo que isso custe a felicidade de Carol.

Numa viagem feita entre as personagens principais, estas descobrem-se a si e uma à outra. É uma bonita história de amor mas com as dificuldades inerentes à situação. Se a homossexualidade ainda hoje é vivida de forma conturbada, não queiramos imaginar há cerca de 70 anos atrás. O filme também toca nestes pontos e remete-nos um pouco para Brokeback Mountain mas com cenários e vestuário melhores.

Em termos de elenco, tudo funciona divinalmente. Surpreendentemente, a química entre Cate e Rooney funciona na perfeição mas podemos também atribuí-lo ao talento que as caracteriza. São personagens que se complementam devido às suas diferentes personalidades o que resulta numa relação bastante equilibrada e matura. Tudo isto passa para o telespectador acompanhado de um espectro de emoções vasto pois é impossível não sentir qualquer espécie de empatia para a luta individual e conjunta de cada uma.

 

 

 

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