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The Boss Baby (The Boss Baby, 2017)

Antes de mais, caras colherzinhas curiosas, para os fãs das versões originais, lamentamos imenso mas os cinemas portugueses não nos dão essa opção quanto a este filme. Ou seja, Alec Baldwin? Jimmy Kimmel? Tobey Maguire? Não, não e não. Ficamo-nos com vozes cuja probabilidade é pouca gente saber a quem pertencem. Toda a gente sabe quem é o Fernando Luís (faz a voz do Boss Baby) por ser Jorge Mendes no Inspetor Max e pronto. Não vai para além disso. Assim, quem gosta de VO ficará desanimado. Não que a VP desiluda mas não é como se houvesse forma de comparação (legal isto é).

É claro que os filmes de animação são mais viradas para um público-alvo bem mais jovem mas, como devem calcular, esta cara autora já atingiu a maioridade há algum tempo estando em contacto com a cultura americana há largos anos. Assim, todas as referências que não passarão ao lado das crianças americanas, passarão às crianças portuguesas. Não que isso lhes retire experiência de visualização mas farão bem mais sentido a pessoas mais velhas e com o mínimo de cultura geral quanto aos EUA. Por conseguinte, a piada acerca da música principal do filme não fará sentido a crianças que não saibam quem é o John Lennon e o Paul McCartney, e quando Baby diz “estás despedido”, o paralelismo com a citação de Trump “you’re fired” (ajudado pelo facto da personagem principal ser loira e estar sempre de fato) não terá 1/10 do impacto que teve nos cinemas americanos.

Quanto à obra propriamente dita, foi uma agradável surpresa. Na verdade, o trailer já deixava antecipar umas boas gargalhadas e uma história criativa. Não desilude e os fãs gostarão com certeza desta narrativa. Contudo, a missão que trouxe o Boss Baby à família Templeton pode parecer meia rebuscada a olhos mais críticos como estes: os cãezinhos estão a roubar o amor que os pais sentem pelas suas crianças e, já agora, convém parar o lançamento de um novo espécime de cão em Las Vegas. Soa esquisito, certo? Nós sabemos. Mas se nos abstrairmos deste factos, a condução das cenas é feita de forma bastante divertida e a própria narrativa está cheia de peripécias engraçadas. É claro que no final não pode faltar aquela dose certa de pseudo-sentimentalismo, já que, num sentido mais profundo, o filme retrata a importância da família.

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