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Velocidade Furiosa 8 (The Fate of the Furious, 2017)

Caras colherzinhas, estão preparadas para o que aí vem?

Assim de repente, Fast and Furious já se está a exceder em demasiado ao tempo de antena dedicado às suas sequelas. E queiramos advinhar que é bem provável que haja um nono filme uma vez que o final assim o indica (denominador comum em todos os últimos filmes).

Então o que podemos esperar?

  • Mais destruição maciça de carros: mas assim uma coisa em bom. Ou em mau, vá. Dependendo da perspetiva.

  • Demasiado avanço tecnológico: não se consegue muito bem seguir o rasto a tudo o que acontece mas sem dúvida que nunca vimos tantos dedos fervilhosos nos filmes anteriores;

  • Vin Diesel continua a ser patrocinado por suplementos de glucosamina – falámos disso aqui – e, já agora, esse patrocínio estendeu-se a todo o elenco do filme;

  • Muita testosterona uma vez que temos Diesel, The Rock e Jason Staham juntos;

  • Tyrese Gibson só serve para mandar piadas e a sua personagem resume-se a ser o palhaço do grupo.

É um filme tremendamente espalhafatoso, muito barulhento e com tanta ação que o cérebro nem tem tempo de conseguir acompanhar o que passa no grande ecrã. Resultado? Uma espetacular dor de cabeça de regalo. Achavam que a Missão Impossível era o cabo dos trabalhos? Pois bem, ao pé deste filme é só mais um dia normal de trabalho de Tom Cruise. Velocidade Furiosa 8 faz com que os restantes filmes de ação pareçam coisa de miúdos. É tudo em grande e à grande. As leis da física e da química obviamente não acontecem na realidade deste filme porque é tudo absolutamente impossível que cai no ridículo.

Queremos denotar que mais sequelas não fazem sentido uma vez que a premissa inicial do filme também há muito que se perdeu. O destaque que era dados aos carros e às corridas, apesar de tal ainda acontecer, acaba por não fazer sentido no caminho que os guionistas escolhem para contar a sua história. Esta está já mais focada em ações de espionagem e roubos de submarinos e envolvimento de mísseis nucleares que enfiar um Bentley lá para o meio acaba por se tornar obsoleto.

A única coisa positiva foi ver Charlize Theron a encantar e a dar beleza ao filme. Não querendo tirar o mérito à talentosa atriz, a sua personagem é bastante redonda sendo um pouco mais do mesmo ao longo do filme. É a personagem má e assim se mantém neste registo ao longo de toda a narrativa.

Então… Vale a pena? É um filme que entretém, sem dúvida. Quem já viu os outros sete, não deixará de ver este. As cenas de carros estão cada vez mais espetaculares e elaboradas e os níveis de adrenalina atingem picos máximos de concentração. No entanto, não há grande história sendo esta lacuna mascarada com grandes cenas de ação que, como já referido, são tão exageradas que caem em descrédito.

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