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Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight, 2017)

Há 10 anos atrás, mais ou menos por esta altura, estreava nos cinemas o primeiro filme dos Transformers que trouxe também o inicio da carreira de Shia LaBeouf em Hollywood e o estrelato (e drama) de Megan Fox ao mundo. Na altura fora considerado um filme decente, com um bom equilíbrio de acção, sci-fi, aventura e comédia, juntamente com as explosões e cortes rápidos que Michael Bay já naquela altura nos tinha habituado. Desde então, houve mais quatro tentativas em repetir a fórmula e o sucesso mas enquanto que a crítica arrasava os restantes filmes, estes foram batendo records de box-office pelo mundo.

Desta vez, a saga continua com Mark Wahlberg no papel de Cade, um inventor e dono de uma sucata que passou a ser o defensor e salvador humano dos Transformers. Em Transformers: O Último Cavaleiro, a tradição continua pois temos agora um Transformer dragão e, receio, continuaremos a ter mais criaturas do género até que alguém bata o pé.

No caso da narrativa, tudo o que sabemos sobre o Rei Artur, Lancelot e Merlin é mentira, com os robots aliens a ditarem o fim das batalhas medievais. No presente, o mundo continua em guerra contra os Transformers, liderados por Cade com um robot cavaleiro que no seu leito de morte oferece um talismã. Entretanto, Optimus Prime regressa ao seu planeta, Cybertron, só para o encontrar destruído por uma deusa, Quintessa, que planeia destruir o Planeta Terra. Soa-vos familiar?

Entre as inúmeras batalhas épicas, as largas dezenas de explosões e as piores piadas fáceis que poderiam escrever num argumento, não há muito a fazer do lado do espectador senão entrar na sala, sentar-se e desligar por completo todo e qualquer tipo de lógica e pensamento. Só assim é que Transformers: O Último Cavaleiro pode ser tolerado. A isto se junta muita comédia awkward e acção repleta de non-sense, incapaz de salvar a película.

Mas nem tudo é (inteiramente) mau. O filme revela ser um passo na evolução do lado técnico do cinema, sendo o primeiro filme a ser gravado com câmeras IMAX 3D nativas. A experiência é certamente entusiasmante e com grande detalhe. Isto faz com que o filme inteiro mude de ratio, entre o tradicional letter box e o Expanded IMAX, que pode demorar um bocadinho a habituar-se. Também em destaque estão os inúmeros carros que são bonitos de se verem e ouvirem. Pena é que as suas versões Transformer não sejam tão interessantes.

No fim, há muito de nada para se ver em Transformers: O Último Cavaleiro. Volta Shia LaBeouf! Estás mais ou menos perdoado!

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