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A Múmia (The Mummy, 2017)

Quando se ouviu falar d’ A Múmia com Tom Cruise, muita gente poderá ter ficado confusa. Continuação dos filmes passados ou simplesmente uma coisa nova em nada relacionada com os filmes da época dos anos 90? Bom, digamos que estamos perante o primeiro filme lançado pela Universal’s Dark Universe que consiste numa série de remakes de filmes de terror que fizeram as delícias dos fãs do género há uma boa porrada de anos. Assim, estamos perante uma tentativa – falhada – de trazer aquele encanto que A Múmia de Brendan Fraser e Rachel Weisz nos trouxe há 18 anos atrás (sim, 18 anos!).

 Ou seja, para começar, digo já que isto é um grande e redondo NÃO.

Explicando-me melhor: Tom Cruise a ser Tom Cruise, o eterno Ethan Hunt, personagem que lhe assenta tão bem; umas piadolas pelo meio mas que facilmente caem no esquecimento; Jake Johnson claramente a ter mais trabalho para lá da série New Girl mas a fazer de fantasma a maior parte do tempo (?); um romance bastante forçado entre Nick (Cruise) e Jenny (Annabelle Wallis); e uma múmia muito sexy e bastante poderosa, com um rosto e expressões fortes. Ah e não nos esqueçamos de Russel Crowe a desempenhar o papel de Henry Jekyll (oi?).

Enfim, uma salganhada que não vale o preço do bilhete e que nos faz querer voltar para casa para rever os bons velhos tempos. A única coisa que safa o filme ainda são os efeitos especiais (obviamente que em 18 anos muita coisa evolui) e Ahmanet (Sofia Boutella) porque é verdadeiramente badass. No entanto não há elementos novos na história à volta desta personagem: basicamente, foi amaldiçoada e mumificada viva e depois o seu sarcófago é desenterrado e depois quer personificar Set (Deus da Morte) em Nick e depois blá blá, o resto conseguem prever mais ou menos, certo? Porque, como devem calcular, o efeito surpresa não está grandemente presente o que torna o filme, de certa forma, num grande cliché.

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