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Carros 3 (Cars 3, 2017)

A Pixar de vez em quando dá um tiro em falso. Seja por se entusiasmarem demasiado, ou por um cálculo mal feito, a verdade é que Carros é um dos franchises mais criticados pela generalidade, com o universo algo caricato, onde não existem humanos. Tal poderá acontecer pela sua abordagem a temas recorrentes e que já foram melhor narrados noutros filmes do estúdio com mais fãs pelo mundo. Numa altura em que parece que as sequelas acabam por cair por terra rapidamente, Carros 3 tenta redimir-se do fracasso do filme anterior, fortemente criticado por ter muito pouco a ver com aquilo que propôs ser em 2006, com a primeira entrada: um filme onde o underdog pode sair por cima e deixar um legado próprio.

Nesta “threequel”, Faísca McQueen está a ser ultrapassado pela evolução da tecnologia de carros de corrida, estes melhorados para a máxima performance, algo que McQueen por si não consegue atingir. Nisto parte em mais uma viagem de redescoberta, tentando provar que é capaz de vencer contra o melhor das corridas modernas: Jackson Storm.

Mas o mundo de Carros continua a fascinar os espectadores com o seu universo sem pessoas e sem nenhuma explicação lógica para os eventos que se vêem, forçando a termos que levar as coisas um bocadinho pelo imaginário. Ainda assim, a introdução de novas personagens, como a treinadora Cruz Ramirez, acabam por dar mais valor ao filme ao serem criados alguns momentos divertidos, sobretudo quando percebemos que não há muito espaço para se poder seguir por outro caminho.

Há sem dúvida belíssimas animações às quais a Pixar já nos habituou, mas longe daquilo que esperamos do estúdio em 2017.

Fora isto tudo, não existe muito mais que seja uma novidade e as coisas acabam sempre por voltar ao seu sítio, como esperado. Por vezes a viagem compensa mais que o destino e Carros 3 é definitivamente um desses casos.

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