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Debaixo do mesmo tecto (Sous le même toit, 2017)

Se por um lado as comédias francesas costumam ser engraçadas e se por outro, há toda uma nova moda Hollywoodesca onde os divorciados vivem juntos em prol dos filhos (a sério?), devemos dizer que este filme é só um aborrecido meh. Sim, meh.

Pelo trailer parecia uma coisa gira, assim ao ponto de, na loucura, ainda arrancar algumas gargalhadas de bom grado. Mas o que de facto temos em mão não é nada do outro mundo, apenas uma sequência de cenas mais idiotas que as anteriores.

É fácil prever o argumento, certo? Um casal que se divorcia e, devido a circunstâncias da vida, vê-se, de novo, debaixo do mesmo tecto. Há cenas divertidas mas que não conseguem traduzir o filme todo. Para não falar que os franceses sempre parecem contidos nas, como é que se diz?, ah, sim, expressões. Isto ao mesmo tempo que há um foco na escassa vida profissional de Yvan (Gilles Lellouche) que às vezes acaba por ser demasiado forçado.

O filme é, no entanto, consistente: é uma comédia e não há espaço ao romance por isso não esperem um típico final feliz porque não é isso que vai acontecer (ups, spoiler alert).

Em termos de expectativas, e depois desta colherzinha vislumbrar filmes franceses de um certo gabarito, as expectativas caem por terra. Mas suponho que não só na América se façam coisas de qualidade duvidosa. Basta dar um saltinho a França e questionar certos argumentos e diretores.

Assim, o que tinha para dar certo, não deu. Yvan e Delphine (Louise Bourgoin) serão apenas duas memórias bastante esquecíveis ao final de um par de horas.

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