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Dunkirk (Dunkirk, 2017)

Bem vindos à selva. Ou à guerra neste caso.

E bem vindos a mais um grande grande filme de Christopher Nolan, um dos melhores realizadores de sempre (desculpem desculpem, gostava de ser mais imparcial mas não consigo), se bem que devia estar ligeiramente fora de si quando achou que o Interstellar era um filme com capacidade para durar (quase) três extenuantes horas.

Bom, continuando.

Caras colherzinhas curiosas, este filme não vos vai desiludir por isso vão sem medos, sim? E embora não seja a lição de história que muitos possam gostar de assistir num típico filme de guerra há um contexto histórico pelo que não se vão sentir perdidos. O 12º trabalho de Nolan passa-se durante a Segunda Guerra Mundial representando a evacuação em Dunquerque, França, a conhecida operação Dínamo, o maior salvamento da história militar com 300 mil pessoas salvas dos alemães. A partir daí é filmado em três planos: no pontão, no oceano e no ar. Não estejam à espera, como disse, da maior lição de história da vossa vida porque não é isso que vai acontecer. Este não é o típico filme de guerra. É, contudo, uma obra de grande impacte emocional, muito focado na ação, no que é ser um militar da Marinha ou do Exército, no que é estar em plena guerra, na vontade de sobreviver, na esperança, no desespero, na morte tão perto de nós (ou deles, vá).

Tão pouco temos personagens principais porque todas elas são importantes à sua maneira. É claro que já percebemos que o realizador tem os seus queridinhos uma vez que podemos voltar a ver o (gostosão) do Tom Hardy e Cillian Murphy na tela (ambos presentes em Inception). Por nós tudo bem, agradeçemos e que colaborem sempre.

Em termos visuais… Bom, já devem estar a prever a espetacularidade da coisa não é? Filmado com câmaras IMAX 70mm, não poderíamos recomendar outra coisa sem ser a experiência completa: IMAX sem dúvida. Vale mesmo a pena. É tudo em grande: a qualidade de imagem e de som pondo-nos na linha da frente com todos os ingleses participantes. E por falar em som, este desempenha um papel muito importante acrescentando as notas de desespero e suspense tão necessários a um produto de sucesso. É claro que Nolan só trabalha com o melhor dos melhores e, portanto, Hans Zimmer nunca nos desilude. Neste campo não há que acrescentar mais nada porque, bem, Zimmer é Zimmer.

Escrito, produzido e realizado por Christopher, com 1500 figurantes, com Harry Styles à mistura e sem desiludir, mandem-se de cabeça. Este é mais um dos filmes de 2017 e prevê-se um grande sucesso de bilheteiras.

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