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Homem-Aranha: Regresso A Casa (Spider-Man: Homecoming, 2017)

Quando Sam Raimi trouxe ao mundo a sua visão do universo do Homem-Aranha, ainda numa altura em que os filmes de super heróis eram escassos, este tinha em comum o que Christopher Nolan fez com a trilogia do Batman: apresentar um herói mais de carne e osso e menos de spandex. Mesmo tendo a terceira entrada do aranhiço sido uma salganhada por inteiro, a verdade é que Raimi com dois filmes fez jus ao nome de Peter Parker, mais especificamente com o segundo filme, de 2004, que até hoje a sua execução quase perfeita jamais foi replicada.

Nisto, a Sony tentou ressuscitar um novo universo, este já em plena altura da Marvel andar a fazer os seus próprios filmes, com Andrew Garfield no papel de Parker e um rápido bait-and-switch com o amor da vida dele, deixando de lado a ruiva Mary Jane e abrir caminho para Gwen Stacy. Os dois filmes foram ambiciosos, também feitos sob a pressão deles existirem em algum tipo de universo contido, com diversos teases para o tão querido Sinister Six, em que fãs já andavam a gritar há mais de uma década para que fosse feita uma adaptação cinematográfica. Tão rápido subiu da ambição, tão rápido caiu por terra.

Mas em tempos de guerra, a diplomacia foi a resposta, com a Sony a fazer uma parceria que ninguém diria que fosse possível, com o anúncio da junção com a Marvel Studios a Fevereiro de 2015, com um novo filme do Homem-Aranha a sair em 2017.
Não ficaram por aí.
Para solidificar esta parceria, tiveram que o apresentar no já enorme Marvel Cinematic Universe (MCU), em Capitão América: Guerra Civil, um filme que teve tanto hype, que foram os milhares de fãs que tinham expectativas muito altas, depois de um Avengers: A Era de Ultron confuso e sem grande adição àquilo que criou. Foi aqui que Tom Holland apareceu pela primeira vez como o Homem-Aranha da vizinhança de Queens e uma Aunt May mais nova que tínhamos visto anteriormente. Com uma reacção mais que positiva, Homem-Aranha: Regresso a Casa estava mais que pronto para ser lançado às multidões.

Já com apresentações mais ou menos dispensadas, o filme começa com uma série de clips em estilo found-footage da grande batalha da Guerra Civil, gravados por Parker (Tom Holland), onde mostra o seu entusiasmo e excitação por fazer parte do evento histórico; tudo num tom cómico. Afinal, ele é apenas um adolescente que foi chamada pelo Homem de Ferro e que antes disto, era um rapaz a viver uma vida normal.

Entretanto, somos também apresentados ao vilão deste episódio, em forma de Adrian Toomes a.k.a. The Vulture (Michael Keaton), um homem farto de ser rebaixado por quem não sabe o que é trabalho duro. Nisto, ele tem acesso a tecnologia alien, obtida no meio dos destroços da Batalha de Nova Iorque, vista em Os Vingadores e usa os mesmos para criar um fato mecânico que lhe dá asas e que permite a criação de novas armas. O mundo está a tornar-se num local muito perigoso, dizem eles.

No meio disto tudo, o que acabamos por ver é um desenrolar de uma fórmula já gasta e repetitiva, pelo menos no que toca à introdução de novos filmes dentro da MCU, havendo sempre uma prova de valor da personagem perante todas as outras já vistas. Neste caso, os seus grandes momentos são guardados para a tentativa de Parker ser um rapaz normal no liceu, enquanto que nos tempos livres é um herói que vai aparecendo na televisão. É nesta tentativa de lidar uma vida normal que se percebe que existe uma necessidade de mostrar o lado mais humano ao invés ao acompanhamento da vida heróica.

Dito e feito, Homem-Aranha: Regresso A Casa é um filme que dá de volta a vida de um dos heróis mais carismáticos da Marvel, num ambiente familiar e um contar de história que irá deixar qualquer fã (e grande parte de não fãs) satisfeito. Só falta agora a 20th Century Fox deixar de fazer o mesmo com os Quarteto Fantástico para que o balanço no universo seja restaurado.

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