HIGH-TECH HERO — Hiro Hamada transforms his closest companion—a robot named Baymax—into a high-tech hero in the action-packed comedy-adventure "Big Hero 6"--in theaters Nov. 7, 2014.  ©2014 Disney. All Rights Reserved.

Sugestão de Domingo à Tarde #72: Big Hero 6 (Don Hall, Chris Williams, 2014)

Oscar de melhor filme de animação em 2015, um cameo do Stan Lee, uma história da Marvel bem adaptada, e um amigo anafado que dá abraços? Chega para convencer? Quanto a mim, confesso, apenas recentemente vi Big Hero 6 e o que fica no final é: Quando sai a sequela?

Depois do sucesso de box office e da crítica, a sequela está ainda a ser ponderada. O que é surpreendente, principalmente se pensarmos que filmes como Transformers e Velocidade Furiosa têm mais sequelas do que o Júlio Iglésias tem filhos ilegítimos.

Foquemos agora esta obra da animação Disney. Hiro é um jovem prodígio das tecnologias, com um especial ênfase em “robôs”. Depois de uma tragédia pessoal, junta-se a Baymax (uma criação do seu irmão) e a um grupo constituído pelos seus amigos, e formam aquilo que se poderia chamar de “Power Rangers” da Disney.

Aqui a estrela é Baymax, um robô gigante e gordo, com a função de prestador de cuidados e que gosta de dar abraços a crianças e adolescentes. No fundo, um potencial predador sexual, se não fosse este um filme da Disney.

Se obviamente, nestes filmes está sempre presente a “moral disney”: a importância da amizade, e o bom vs mau; o que acaba por ser uma pedrada no charco é a forma como esta obra explora a dor. E aqui não há nada de infantil ou condescendente. O filme é incrivelmente adulto no que toca ao lado emocional e procura ligar-se não através dos moralismos baratos, mas através dos sentimentos dos personagens.

Enquanto narrativa, até temos direito a um twist menos óbvio do que é habitual neste universo. Por isso, tenho alguma dificuldade em catalogar este filme como “para crianças”. Até porque, de alguma forma, em momentos senti este Big Hero 6 ao nível da cena em que o Mufasa cai do penhasco no Rei Leão (spoiler alert), e de alguma forma, isso traumatizou-me. Por isso, se não quiserem traumatizar as vossas crianças, vejam primeiro o filme e depois mostrem-no só à pequenada mais corajosa.

PS – Expliquem-lhes também que não se deve dar abraços a adultos anafados desconhecidos que os queiram agarrar na rua, principalmente se tiverem vestidos de Baymax.

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