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Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets, 2017)

Quando Luc Besson lançou O Quinto Elemento, que celebra este ano o seu 20º aniversário, isso fez com que ele passasse a ser uma referência para uma espécie de sci-fi futurista, recheado de detalhes e a criação de um universo quase ele sem paralelo. Afinal, dentro do género, todos se vão inspirando nas obras uns dos outros para a criação dos seus mundo e que continue assim para décadas. No entanto, Valerian e A Cidade dos Mil Planetas é por si algo uns quantos níveis acima do que já se viu até hoje.


É num futuro bastante longínquo que vemos esta cidade de mil planetas a ser construída passo a passo, à medida que várias espécies alienígenas e civilizações se juntam, formando assim uma comunidade gigante a viver em conjunto. Entretanto, somos introduzidos aos agentes espaciais Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne), que têm uma missão que, naturalmente, acaba por ter diversos twists. Mas o filme não se fica apenas por aí.

Entre os milhares de detalhes, entre planetas e criaturas, de facto o orçamento multimilionário corresponde a todo o hype que já dura há mais de meio ano, com visuais de fazer inveja. As cores são fortes e tudo tem a sua própria vida. De facto não há muitos filmes que tenham tanto em ecrã e com tanto detalhe. Incluindo uma Rihanna pouco carismática e que apenas existe para dar ar de sua graça.

Como se isso não chegasse, a divisão da narrativa é feita de forma natural mas facilmente nos apercebemos que existem capítulos, tal como se da própria banda desenhada tratasse. É durante um dos capítulos iniciais do filme que vemos a dita primeira missão do filme, passando-se numa feira existente num universo paralelo e apenas acessível com gadgets específicos. Tal como vos disse, bem vindos ao futuro.

Entretanto, o romance entre Valerian e Laureline, ainda que tenha os seus momentos, não passa do medíocre, parecendo que existe uma enorme falta de química entre os dois. Mas não tenham dúvida: Cara Delevingne tem a vantagem de ser uma presença muito mais interessante que o seu parceiro.

No fim, Valerian e A Cidade dos Mil Planetas é um aglomerado de aventuras bastante cativantes, com momentos melhores que outros, mas que tem tanto charme quanto de estilo, não havendo como não ficarmos fascinados com este universo.

Quando O Quinto Elemento foi lançado em 1997, o fenómeno da altura fora inesquecível, influenciando muitos filmes de sci-fi que apareceram até hoje. Mas em 2017, Valerian e A Cidade dos Mil Planetas não parece tão novidade, mesmo com o feeling de ser um projecto tão arriscado quanto o Avatar de James Cameron. A diferença é que um acabou por ser quem definiu o 3D nas salas de cinema. O outro, um revolucionário eterno que em 2017 não fez nada de novo, mas que decidiu mostrar aquilo que sabe fazer.

Luc Besson, nunca mudes.

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