Coldest City, The

Atomic Blonde (Atomic Blonde, 2017)

I chose this life. And someday is going to get me killed.

Realizado por David Leicht e tendo como protagonistas Charlize Theron e James McAvoy, Atomic Blonde é baseado na novela gráfica The Coldest City, escrito por Antony Johnston que também dá uma perninha ao guião desta obra. O facto de ser baseado numa novela gráfica contribui, indubitavelmente, para o efeito visual que nos é apresentado: uma mescla entre cores frias e sombrias e laivos fluorescentes, alternando vigorosamente ao longo de 115 minutos.

Lorraine Broughton (Theron), agente do MI6, é enviada para Berlim para investir o assassinato de um parceiro seu. Ao mesmo tempo, precisa de recuperar uma importante lista de agentes duplos. Para tal, tem que emparelhar com David Percival (McAvoy).

Estamos perante diversas intrigas e subterfúgios, tudo aquilo que um filme de espiões requer. No entanto, para mudar um bocadinho aquilo a que estamos habituados, a personagem principal é feminina e é, se mo permitem dizê-lo, do caraças. Com notas de Bond e Bourne, Lorraine é uma kick-ass de primeira categoria: inteligente, forte, determinada e fria. No entanto, há espaço às emoções e estas acontecem quando Delphine Lasalle (Sofia Boutella) entra no campo de visão da nossa protagonista. Sim, há um (ligeiro) envolvimento amoroso e sim, há beijinhos e sim há uma cena lésbica atrevidota entre as atrizes, mas não se deixem cativar por este pormenor (embora perceba que tal possa acontecer).

Theron é já uma atriz mais que consagrada e não podia ser outra coisa senão a escolha ideal para este papel: para além de deslumbrante, acrescenta uma grande dose de sensualidade ao filme, ao mesmo tempo que não deixa que tais características ofusquem tudo o resto. Já McAvoy passa de palhaço a domador de leões, e vice-versa, o que lhe permite explorar as suas capacidades de ator. Boutella parece ter sido recentemente descoberta e explorada até ao tutano já que se encontra também em modo Múmia nos cinemas.

Em termos de narrativa, o aspeto surpresa acontece apenas no final, e talvez aconteça apenas para alguns, dependendo do grau de atenção com que estão na sala de cinema. Mas desejo que se sintam minimamente surpreendidos uma vez que para lá disso, a linha de pensamento é até bastante previsível. No entanto, é visualmente muito atrativo e não deixa de valer a pena.

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