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Hesher Esteve Aqui (Hesher, 2010)

Filmes independentes que quebrem a lógica e fujam aos lugares comuns, é o que muitas vezes faz falta ver na grande tela. Hesher, foi um daqueles que apenas os mais atentos não deixaram passar despercebido.

A história gira em torno de T.J. (Devin Brochu), um adolescente que acabou de perder a mãe e vive num conflito silencioso com o pai (Rain Wilson), alguém que deixou de lutar e vive viciado em comprimidos. Toda esta aparente calma é agitada pelo agente externo, que ninguém sabe de onde surgiu. Aliás, nada melhor do que chegar a casa e encontrar uma espécie de anticristo metaleiro, em cuecas brancas. É de Hesher (Joseph Gordon-Levitt) que estamos a falar. Este ser aparece inexplicavelmente e parece que está para ficar. As suas razões são pouco claras, mas a verdade é que, estranhamente, ele tem boas intenções, no meio de tanta loucura. A juntar à história, há que destacar Nicole (Natalie Portman), uma rapariga azarada que se cruza no caminho destes dois, para destilar uma espécie de awkwardness charmosa.

Em relação ao filme, o que se poderá dizer é que Hesher é uma espécie de jesus cristo sob o efeito de drogas, que Nicole é Maria Madalena desempregada e que T.J. é alguém que precisa de ser salvo. Felizmente, T.J. encontrou estes dois a tempo de o ajudarem. Este trio de actores é, aliás, o que faz funcionar a obra e o que lhe dá dinamismo.

Por outro lado, o argumento é algo muito mais profundo do que aquilo que, à primeira vista, pode parecer. Hesher é o lado politicamente incorrecto que todos temos e que muitas vezes precisamos de trazer à superfície, para nos livrarmos desta dormência a que a vida nos conduz.

Para ajudar à festa, somos presenteados com uma banda sonora muito estilizada e repleta de Heavy Metal. O que faz todo o sentido, atendendo ao personagem principal.

Veredicto: Spencer Susser tem uma estreia auspiciosa na realização de longas-metragens. Hesher, parece ser um filme timidamente baseado na sua vida, com a banda sonora do seu gosto e com o anti-herói perfeito. Em resumo, as metáforas presentes neste filme, em conjunto com o elenco (a Natalie Portman é linda), tonam esta obra um must see.

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