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Profissão: Duro (Road House, 1989)

Um dos géneros cinematográficos que sempre chamou mais gente ao grande ecrã, foi o cinema de acção. No entanto, ao longo dos anos tem havido mudança na forma de abordar o género. Actualmente, parece haver uma hiperespecialização da narrativa, coisa que nos anos 80 era menos importante. Assim, hoje em dia perde-se em carisma e em lutas bem coreografadas. Por outro lado, os argumentos acabam por só ser mais evoluídos aparentemente, porque na realidade vêm todos em catadupa e todos semelhantes.

Road House, acaba por ser o último grande filme de acção dos anos 80. Sendo que a politica se manteve até perto do final dos anos 90 (Rockys, Rambos, Exterminadores Implacáveis). Foram épocas áureas neste género de cinema, focando-se no personagem central.

Nesta obra, a premissa é simples. Dalton é um segurança de bares com capacidades muito particulares. Tem o dom de espancar todo o tipo de ser vivo, usando somente as suas mãos. Essa qualidade é aproveitada e ele é contratado para o pior bar da cidade. Infelizmente, ao tentar mudar as coisas, vai ter de ir contra muita gente importante.

A história é simples e fácil de compreender. A partir daqui a narrativa vive do protagonista, Patrick Swayze, que destila carisma e nos leva a perguntar, “Como é que ele consegue ter tanto estilo”. Aliás, ele é tão cool, que arranja uma namorada (Kelly Lynch), dorme com ela repetidas vezes, mas nunca lhe pergunta o nome, tratando-a sempre por Doc (ela era médica).

Estilo é uma palavra transversal a todo o filme. Desde já, a banda sonora é genial. Rock da década de 70 e 80, desde Doors até Cream. Por outro lado, as cenas de acção são do melhor que este género cinematográfico traz. Finalizando com uma cena de morte, digna de uma novela mexicana, e acompanhada com uma frase foleira à anos 80. Simplesmente perfeito.

Menos perfeita, é a tradução que deram À obra. De Road House, passou para Profissão: Duro. Convenhamos que assim mais parece um título de um filme porno, ou de um documentário sobre actores pornográficos.

Veredicto: Este filme tem muito boa “pinta” e é a prova que com um bom actor, muito carisma, uma boa música e muita porrada, conseguimos ficar sentadinhos 1h30 sem bocejar e perfeitamente entretidos. Obviamente, não nos obriga a pensar, mas também nunca teve essa ambição.

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