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Homem de Aço (Man of Steel, 2013)

O filme Homem de Aço é a sexta adaptação cinematográfica, do universo do Super-Homem, baseado na banda desenhada com o mesmo nome da DC comics. A cargo da realização esteve Zack Snyder (realizador de 300, Watchmen, Sucker Punch).

O plot centra-se na história de origem de Superman (Henry Cavill) que, para um argumento à partida simples de contar, acaba por ser confuso para o público. A sua edição é feita de modo a parecer que sofre de hiperatividade, não se conseguindo focar em nenhum ponto. Outro ponto franco da obra prende-se com a sensação da inexistência de uma história, isto até ao General Zod (Michael Shannon) aparecer no planeta Terra.

No que toca a personagens, Lois Lane (Amy Adams) é completamente acessória, sendo que o desenvolvimento da história se daria da mesma maneira, estando ela presente ou não. É lamentável, já que a atriz que a interpreta é capaz de entregar uma boa performance. Por outro lado, Jonathan Kent (Kevin Costner) é bastante detestável e não tem nada a ver com a sua personagem da banda desenhada. Já Russell Crowe (Jor-El), para (não) variar, entrega as suas falas com o mesmo sentimento, quer em relação ao filho, quer em relação a um pacote de leite.

Porém, os percalços da obra não ficam por aqui, Snyder, em vez de (re) contar a origem de Super-Homem, tenta recriar o Dark Knight. O problema é que esse filme já existe. Esta película deveria ter seguido as linhas do super herói que está a tentar recriar, em vez de tentar ser o Batman 2.0. Devido a este factor, as personagens não são fiéis ao material de onde foram inspiradas, traduzindo-se num Clark com uma moral mais questionável que Bruce. Isto não devia acontecer, já que a sua personagem é o bom “escuteiro” da Justice League. Outro ponto negativo do filme é terem uma cena tirada do livro do Uncle Ben. Logo, quando se chega ao clímax, o público não possui qualquer identificação com o herói, não compreendendo o dilema pelo qual ele passa, já que a construção emocional do momento é feita de maneira muito pobre. Para finalizar, a analogia do Super-Homem a Jesus Cristo é demasiado óbvia, não confiando na inteligência de quem vê para fazer a ligação por si.

Veredito: Este filme é uma confusão e cheio de plot holes do princípio ao fim. A não ser que se trate dum grande fã do Super-Homem, é sem dúvida uma obra que se pode passar sem ver. Para ver este Super Herói em acção, para além dos primeiros dois filmes, mais vale ver a série animada.

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