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Asas (Wings, 1927)

A 1ª Entrega dos Prémios da Academia (Óscares) aconteceu em 16 de Maio de 1929, sendo que o vencedor da categoria de Melhor Filme foi Wings, ficando assim para a história do cinema.

Este filme conta-nos a história de dois jovens, Jack (Charles Rogers) e David (Richard Arlen), da mesma pacata zona, apaixonados pela mesma rapariga, Sylvia (Jobyna Ralston), que se alistam na força aérea para combater na Primeira Guerra Mundial. A acrescentar ao triângulo amoroso temos Mary Preston (Clara Bow), a amiga de Jack que se encontra claramente na versão de friendzone de 1927.

Apesar de longo (144 minutos), o filme vê-se sem esforço e apenas sequências mais longas e repetitivas, com recurso aos “efeitos especiais” da época, é que acabam por deixar o espectador entediado.

É natural que se estranhe a forma de representar super-expressiva que vigorava, mas o filme excede-se ao ser capaz, apesar disso, de apresentar um equilíbrio perfeito com a presença de momentos dramáticos, ou enternecedores que ultrapassam o ecrã. Muito deste efeito deve-se ao desempenho exemplar dos actores, principalmente Clara Bow que simplesmente rouba o espectáculo cada vez que entra em cena, seja na comédia, no drama, no romance, nos cenários de guerra, ou a competir com uma jovem de intenções duvidosas para com Jack.

Veredicto: Apesar da idade, Wings está em excelente forma e recomenda-se, mesmo para aqueles que acham que vai ser extremamente aborrecido ver um filme desta altura. A verdade é que envelheceu muitíssimo bem e se vê com imensa facilidade. Além disso tem desempenhos de fazer inveja aos Zac Efrons e Kristen Stewarts da actualidade.

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