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O Clube de Dallas (Dallas Buyers Club, 2013)

Retratar uma realidade tão dura como a sida, não é fácil. Ainda por cima, tratando-se duma altura em que pouca informação havia sobre a doença, ou sobre uma possível cura. Pior que isso, o preconceito era (ainda) pior durante a década de 80, momento em que a sida era imediatamente ligada à homossexualidade. Em Clube Dallas, temos o privilégio de acompanhar, na primeira metade da obra, um filme cínico e frio que, efetivamente, retrata uma época muito dura e uma batalha por entre o desconhecido.

A contribuir (e muito) para este pontapé de realidade, está  Matthew McConaughey, talvez a grande surpresa deste filme. A verdade é que o facto de 80% da sua carreira ter sido dedicada a filmes maus, faz com que dúvidas nasçam em relação ao seu talento. Quem vir Clube Dallas ficará sem dúvidas. Neste filme, Matthew faz de Ron, um cowboy texano, muito heterossexual e homofóbico, que tem que lidar com o preconceito de ter sida e, por isso, ser visto como gay.

Quem, por outro lado, não surpreende, é Jared Leto. Por amor de deus! Este homem faz de lutador clandestino (Fight Club) faz de cantor (com boa voz e má banda – 30 Seconds to Mars), faz tudo…Aliás, em Clube Dallas ele faz mesmo tudo: interpreta um travesti gay com sida, que cria uma estranha amizade com o cowboy homofóbico de Matthew e juntos começam a vender drogas para combater o vírus e fazer concorrência com os medicamentos aprovados pela FDA (U S Food and Drug Administration).

Infelizmente, para tornar este filme mais Hollywood, é colocado um pouco de romance na história, com uma personagem perfeitamente desnecessária e insípida. Jennifer Garner, que cumpre, vem apenas trazer açúcar para pôr numa laranja que se quer azeda, juntando um pseudo-amor ao clima bastante cínico do filme. Se é desnecessário? Sim, mas não é completamente desagradável (ela tem um sorriso bonito e diz umas coisas, enfim).

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