A golpada (The Sting, 1973)

The Sting conta a história de Johny Hooker (Robert Redford), um vigarista talentoso mas de pouca importância. Num trabalho com o seu mentor e parceiro no crime Luther Coleman (Robert Earl Jones) acabam por enganar um mensageiro de dinheiro pertencente a uma figura proeminente do lado mais ilícito de Chicago, Doyle Lonnegan (Robert Shaw). Como todos os actos têm consequências, Luther acaba por ser o mais prejudicado, levando Hooker a prometer vingar-se de Lonnegan. Para levar o seu intento a cabo, conta com a ajuda de um dos mais famosos vigaristas de Chicago, e também amigo de Luther, Henry Gondorff (Paul Newman).

A premissa é simples e funciona bastante bem. A acção desenrola-se em Chicago, na década de 1930, onde os chapéus eram a peça de vestuário mais importante para qualquer individuo do sexo masculino bem-parecido. A performance de Paul Newman, em particular, dá vontade de ir assistir a tudo o que ele fez, é um desempenho brilhante que resulta na perfeição nas cenas em que contracena com Robert Redford e Robert Shaw, sendo, sem dúvida, este o trio que carrega o filme aos ombros. Isto não é para tirar o mérito ao resto do elenco que demonstra óbvia qualidade, mas que efectivamente se reduz a personagens secundárias com segundos de palco antes de serem remetidas novamente para o fundo.

Um aspecto interessante de The Sting é a música, nomeadamente a da introdução e que mais tarde se repete. Esta, de certa forma, evoca o espírito dos filmes feitos na década em que este filme, de 1973, se foca. Este pequeno fenómeno funciona bastante bem para estabelecer o ambiente da época, mas, por outro lado, o aspecto alegre e descontraído da música pouco adequado é ao tom mais sombrio e dramático que acompanha estes 129 minutos.

O que mais atrai é sem dúvida o enredo – para além de bem construído, com personagens interessantes e de um desenvolvimento satisfatório ao longo das mais de 2h, oferece ainda ao espectador pequenos twists que são realmente inesperados e deliciosos.

Veredicto: The Sting é um bom filme. Não é difícil imaginar a sua nomeação e vitória para o Óscar de Melhor Filme, pois tem uma excelente narrativa, actores de primeira linha com performances imaculadas e um tema que ainda hoje funciona com o público. Pode pecar por ter uma fase intermédia mais aborrecida, mas o Spoon sugere: aguentem porque o twist final é bom demais para se perder.

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