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Wolverine (The Wolverine, 2013)

The Wolverine é mais uma história de super-heróis, género que está a ficar saturado nestes últimos anos. Dito isto, é sem dúvida o melhor filme desta personagem feito até ao momento. Claramente superior à trilogia X-Men, e infinitamente menos torturante do que X-Men Origins: Wolverine, este é um filme que saiu das mãos de alguém que aprendeu que ir à fonte destas personagens é algo bom, não é incorrecto, pouco original ou furto. Portanto, estes 126 minutos de herói mutante com garras são largamente baseados numa das histórias mais icónicas da personagem, escrita por Chris Claremont e desenhada por Frank Miller (Sin City, 300).

Quem conhece a personagem de James “Logan” Howlett (Hugh Jackman), sabe que o Japão é um local icónico em várias ocasiões ao longo dos anos da sua carreira. Esta aposta em sair dos quadros típicos de super-heróis e levar o filme para um novo país, uma nova cultura, e mesmo apostar em novos actores foi arriscado, mas um risco calculado, pois desta vez estavam a trabalhar com material original e de qualidade.

Hugh Jackman está efectivamente no seu melhor na pele de Wolverine e consegue transmitir não só acção, violência e a atitude “sai-me da frente” da personagem, como também é capaz de fazer passar para o espectador sentimentos, emoções e tudo aquilo que no fundo faz a personagem interessante e muito mais profunda do que uma trituradora imortal de carne humana.

Visualmente, a fotografia é belíssima, com paisagens orientais de fundo (algumas filmadas efectivamente no Japão) e acompanhada por música e pistas culturais que perfazem um todo coerente e imersivo. Infelizmente é um filme de acção, e, como não podia deixar de ser, usa-se e abusa-se de efeitos especiais, cenas espectaculares de lutas, perseguições, poderes mutantes e exo-esqueletos. Quando é acção, esperem acção com tudo aquilo a que há direito, até ao ponto em que se pede para parar a acção e ela continua mais um bocadinho. Outro ponto negativo: espectadores que não conheçam a trilogia X-Men vão sentir-se perdidos com as pontes criadas com os primeiros filmes. Para além disso, o filme não faz apresentações à personagem, por isso quem não estiver familiarizado com este herói vai acabar por sentir que há poucas apresentações e ainda mais acção desnecessária.

Apesar dos pontos menos positivos, este filme prova ser uma das mais fortes adaptações de heróis de banda-desenhada americana ao cinema pela simples razão de usar material original, e, apesar de não estar o nível da trilogia Dark Knight, é fiel ao personagem e à sua essência de uma maneira que ainda não tinha sido explorada. Apesar de ser pouco amigável para expectadores que não conheçam a personagem, ainda é um melhor ponto de partida do que X-Men Origins: Wolverine. Recomenda-se a quem for fã ou a quem goste de explosões. Muitas explosões.

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