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Diplomacia (Diplomatie, 2014)

Diplomacia é um filme que retrata a véspera da libertação de Paris durante a II Guerra Mundial, em Agosto de 1944. Duas forças lutam pelo destino da capital francesa: de um lado temos o General von Choltitz (Niels Arestrup), o responsável alemão que tem ordens provenientes de Berlim para arrasar Paris antes de os Aliados a poderem recuperar – o que levaria à destruição de pontos icónicos como o Louvre, a Torre Eiffel e a Catedral de Notre Dame e à perda de milhões de vidas; do outro lado temos um cônsul sueco, Raoul Nordling (André Dussolier), com uma profunda ternura pela cidade em que viveu durante anos e que, durante toda a noite anterior à manhã da chegada dos aliados, argumenta com von Choltitz acerca da sua obediência às ordens, de forma a salvar Paris e evitar o massacre de inocentes.

 O filme é relativamente simples e, sendo a adaptação ao cinema de uma peça de teatro, mantém muitas das características deste meio: a acção decorre quase inteiramente nos aposentos do General alemão no Hotel Meurice, com a exceção de apenas uma ou duas cenas exteriores. Na realidade, é uma daquelas obras que são perfeitamente medidas: se fosse muito aquém dos seus 88 minutos começaria a ser entediante para os expectadores e isso nunca acontece. A história é complexa, mas concentrada, e mantem-se focada nos dois actores veteranos, de impressionante desempenho e dinâmica incrível. É um exemplo de como, por vezes, a simplicidade consegue resultados de qualidade sem recurso a grandes efeitos ou CGI, apenas talento.

 Ponto negativo: o filme é algo parado e os fãs da ação constante podem sentir-se aborrecidos na sua maior parte, visto que a emoção nasce da troca de argumentos, da colisão de pontos de vista e do estilhaçar das crenças de cada uma das personagens embrenhadas nesta batalha pelo destino de Paris.

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