Tarzan-3D (1)

Tarzan (2013)

Não é a versão da Disney, é simplesmente a versão que nunca deveria ter sido feita. Começando pelos aspetos positivos (que acabam bem depressa): a animação em CGI é engraçada, a personagem da Jane tem alguma graça e traz-nos duas ou três conversas divertidas. Aspetos neutros são o 3D e a opção de focar mais a história nos verdadeiros pais do Tarzan.

É preciso um novo parágrafo para toda a imensidão de horrores que é o restante filme. O meteorito responsável pela extinção dos dinossauros é o centro da história, porque emite uma energia mítica, o que o torna no Santo Graal da energia, sendo disputado pelos mauzões que ficaram com a firma do pai do Tarzan, depois da sua morte (conseguem ver que, claro, esses mauzões vão querer matar o Tarzan, quando descobrem que ele está vivo, já que é o verdadeiro herdeiro da firma). Os pais do Tarzan morrem quando ele já tem 7/8 anos (sim, a culpa é do meteorito) mas, entretanto, deixa de saber falar, por passar 15 anos na selva. Ora, nenhuma criança deixa de saber falar depois de ter estabelecido a sua evolução durante toda a primeira infância.

Para além de uma história com tendências de novela da TVI, há outro problema: os sons do Tarzan. Ao início, parecem uma brincadeira, até porque da primeira vez que os faz, está a pregar uma partida aos amigos gorilas, o que só torna mais desconfortável o momento em que nos apercebemos de que aquilo é, na realidade, a noção de sons à gorila do pobre moço.

Por tudo isto, ninguém que tenha visto a versão da Disney deve sequer aproximar-se de salas em que este filme esteja a ser exibido. A nova geração terá uma mente mais aberta (que é como quem diz, com menos referências) e poderá até gostar – se ignorarmos o meteorito mágico. E tudo o resto, mas principalmente o meteorito mágico.

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