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O Chef (Chef, 2014)

O Chef, realizado e protagonizado por Jon Favreau, é a história de um talentoso chef que vê a sua criatividade reprimida pelo dono do restaurante em que trabalha. Como consequência, é enxovalhado pela crítica, entra em psicose, perde tudo e tem de começar do zero. Onde? Numa rulote de sandes cubanas, oferecida pelo ex-marido da ex-mulher (interpretado de forma hilariante por Robert Downey Jr.). A história deste cozinheiro, Carl Casper, é o encontro perfeito de “passar de cavalo para burro”, com ser “fénix renascida das cinzas”.

Apesar de encaixar nestes provérbios, não é um lugar-comum, é credível. É certo que não conhecemos muitos cozinheiros híper famosos que deitam tudo a perder, no entanto, há algo em Carl que o faz parecer o nosso vizinho. Talvez sejam as dificuldades na relação com o filho, depois do divórcio; talvez seja a inadaptação às novas tecnologias. É até curioso como esta inadaptação acaba por os aproximar: o filho, Percy (Emjay Anthony), ensina o pai a trabalhar com o Twitter e esta rede torna-se essencial para o sucesso da rulote “El Jefe”. Portanto, a história só é possível nos dias de hoje, o que também contribui para a proximidade que sentimos das personagens.

A abordagem das relações pessoais de Carl é aliás a grande mais-valia do filme: mostra-nos a lealdade entre colegas, a reaproximação entre pai e filho e até a reconciliação entre Carl e a ex-mulher, Inez (Sofia Vergara). Talvez esta última seja um pouco “conto de fadas” demais, mas é a chave de ouro do renascimento do protagonista.

Acima de tudo, Chef é ligeiro mas encantador, diverte sem ser pelo absurdo e inspira-nos a seguir os nossos sonhos, sem nos fazer sentir num episódio de Dr. Phil. Merece sem dúvida as boas críticas que tem recebido e merece também a ida ao cinema.

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