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Tranformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction, 2014)

Bem, num momento do contexto nacional em que a palavra irrevogável parece ter perdido o sentido, eis que surge Michael Bay, com o quarto capítulo da saga robótica que, um par de anos antes, jurou que não iria mais realizar. Agora a promessa é a mesma história, mas com personagens diferentes, repleta de robôs com ainda mais “coração e sentimentos”, mais realistas em termos de aspeto e…explosões…muitas explosões (dentro de explosões) e pessoas a correrem desenfreadamente de um lado ao outro da estrada. Ao que parece este quarto filme será o início de uma nova trilogia da franquia.

A premissa é simples; o engenheiro falhado, especialista em robótica, Cade Yeager (Mark Wahlberg) encontra um transformer – Optimus Prime – enquanto este vasculha na sucata. Infelizmente, o governo, através de Harold Attinger (Kelsey Grammer), declarou uma guerra aos “robôs auto-caravana”. Enquanto isso, os salvadores da pátria autobots continuam a sua cruzada para promover a paz. No meio deste fogo cruzado surge Cade, a sua filha Tessa (Nicola Peltz), o piloto de carros (amor de Tessa) Shane (Jack Reynor) e Lucas (T. J. Miller); personagens que acabam por ter de ajudar na luta contra os malvados que trabalham para Harold.

Aqui, a única coisa que acaba por apresentar diferenças em relação aos antecessores, é a capacidade de gerar bocejos, pois é necessário esperar penosos 40 minutos até ver o “humanizado” Optimus Prime a ter uma luta decente, até ali, limitamo-nos a ser apresentados a uma nova dinâmica de personagens. No final, este facto alonga o filme excessivamente, acrescentando ao vazio intelectual de ideias presente, um sempre agradável toque de tranquilizantes para cavalos, equiparado a um copo de leite morno.

Desta forma, Tranformers A Era da Extinção, mais do que não desiludir, não ilude e cumpre tudo aquilo que promete: o bom (efeitos especiais), o mau (argumento e a duração) e o vilão (Michael Bay). Neste filme, ao contrário dos outros, Michael Bay, através da sua capacidade misógina de escolher e transformar atrizes bonitas em bibelôs, acaba por encontrar uma rapariga loira e bonita, Nicola Peltz, que, apesar de ser, à semelhança de todas as personagens femininas em filme de Bay, elemento decorativo, consegue demonstrar potencial – não sendo surpresa para quem acompanha a série Bates Motel.

Assim sendo, a anterior descrição, pode funcionar melhor que repelente de mosquitos, para aqueles que abominam este género de filmes, ou um atrativo convite a uma sessão de cinema barulhento e cheio de luzes a piscar.

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