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X-Men 2 (X2, 2003)

Depois de no 1º capítulo da saga algumas coisas terem ficado pendentes, como por exemplo o facto de Wolverine (Hugh Jackman) querer roubar a “miúda” ao sensaborão Cyclops (James Marsden). Neste segundo filme tenta-se humanizar mais a história, com um maior foque na dimensão pessoal dos personagens – Cyclops passou a ser mais vezes chamado de Scott, mas continuou o mesmo “banana”, em vias de ser alce.

Entretanto Mystique ganhou uma cara por traz daquele azul que a compõe (e que cara!): Rebecca Romijn foi, na altura, a atriz escolhida, numa personagem que exigia muita sensualidade. Nesse sentido, Rebecca, cujo público ainda tinha na lembrança devido ao seu strip no filme de 2002 Mulher Fatal, foi uma escolha mais que perfeita. Só é pena o personagem quase não ter papel.

Mais tarde a Mystique passou de Rebecca, para Jennifer Lawrence, mas as opiniões dividem-se em relação a qual será a melhor (artística e fisicamente), pois têm estilos bem diferentes.

Voltemos a este X-Men 2. Neste novo episódio, um cientista louco, Stryker (Brian Cox) – responsável por ter injetado o metal em Wolverine – surge com o objetivo de matar todos os mutantes (que óbvio!), apropriando-se para isso do “Cerebro”, dispositivo que o Professor Xavier (Patrcik Stewart) utiliza para potenciar os seus poderes telepáticos, atingindo um alcance quase infinito.

Não será preciso dizer que esta obra, à semelhança da antecessora, oferece ação e mais ação, com direito a algum desenvolvimento dos personagens e um plot twist interessante. Nesse sentido, será possível até dizer que é superior ao seu anterior, só perdendo por já não ter o efeito surpresa. Acrescenta sem renovar. Fazendo o paralelismo, é bastante semelhante, até em altura de exibição, ao primeiro e segundo Homem-Aranha. O primeiro tem a necessidade de apresentar os personagens e o segundo procura desenvolve-las.

Ainda assim, a dimensão humana dada aos mutantes, contínua algo redutora. Da mesma forma que personagens como Storm (Halle Berry) se mantêm subaproveitadas. O monopólio dos diálogos recai sempre em Wolverine e Jean Grey.

Apesar de tudo, Rogue (uma jovem Anna Paquin, muito antes de True Blood) foi mais consequente nesta sequela, ganhando uma nova vida e preponderância na saga.

Depois, em termos conceptuais, Bryan Singer realiza da mesma forma como realizou o primeiro: excelente uso comedido dos efeitos especiais, boa edição e uma banda sonora, na maioria das situações, nada ostentativa, permitindo aos outros elementos estéticos brilharem por si só.

No fim de contas, apenas peca por não ir mais além – situação que já tinha acontecido no primeiro. Esse mais além apenas chegará com Christopher Nolan e o seu Batman. Mas isso é outra história…

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