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Bell e Sebastião (Belle et Sébastien, 2013)

Belle and Sébastien é um romance da atriz e escritora francesa, Cécile Aubry. A história tornou-se rapidamente num êxito e foi transformada numa série, também francesa em 1965, e depois num anime japonês na década de 80.

A série original tornou-se num sucesso de tamanha dimensão, tanto em “casa” como no exterior, tendo dado à luz uma dobragem britânica, com transmissão na BBC1. Estreia agora nas salas de cinema portuguesas a nova adaptação do clássico de Aubry.

Esta história da Segunda Grande Guerra (sem a ter no plano principal) tem todos os recursos para atingir o coração do espectador. O protagonista é Sébastien, um rapaz incrivelmente independente e engenhoso, que contracena, em grande parte com Belle, o animal que se julgava selvagem e que se queria ver abatido.

A nossa fábula passa-se bem lá em cima, no topo dos Alpes franceses, numa aldeia de neve intocada. A tranquilidade só é interrompida com a chegada dos Alemães. É 1943 e esta é a viagem de Sebastian, do seu encontro com uma cadela selvagem a quem chama Belle; esta é a jornada de um rapaz em busca da sua mãe, de um velho em busca do seu passado, e da tormenta duma guerra que “não determina quem está certo mas apenas quem sobrevive” . C’est la vie de Belle et Sébastien…

A violência não é nada radical e é um filme similar em estilo ao antigo Lassie Come Home: charmoso e de entretenimento familiar. A estrela do filme Belle et Sébastien é claramente a localização cinematográfica. É raro ver um filme tão esteticamente bonito sem esforço aparente  – as paisagens são de nos roubar o fôlego! Por estes e por outros motivos menos bons, é um filme que só tem verdadeiramente potencial quando visto no grande ecrã.

O programa francês é agora objeto de um caríssimo remake (de 10M€) de Nicolas Vanier. Um filme que combina uma impressionante fotografia de paisagem, com a bonita história da cidade de Schmaltzy durante a Segunda Guerra Mundial. Para aqueles interessados ​​em assistir ao equivalente francês de “Lassie contra os nazis”, este é o vosso filme!

Uma  filmagem que recorre a muito pouco CGI para todas as acrobacias animais, o filme tem um sabor a clássico selvagem que poderia muito bem ter sido feito há vinte anos atrás.

Existe uma mistura desconcertante entre companheirismo canino e um pouco de histrionismo (observação cruel uma vez que a personagem principal é muito jovem e mesmo assim não desempenha um mau papel) que torna as emoções apresentadas menos puras do que seria pretendido.

O realizador Nicolas Vanier apresenta um lado um pouco preguiçoso quando decide enveredar pelo caminho de remobilar o velho, mantendo as mesmas ideias seguras ao invés de nos desafiar com outras novas. Belle et Sébastien perde bastante em não inovar.

A história tem um final um pouco abrupto que deixa a desejar um prolongamento da mesma, devido ao “gazilião” de perguntas por responder. Sequela talvez?

Um conto de inocência e companheirismo que, felizmente, está longe de ser tão traumático Old Yeller

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