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Filme Pró-Verão: Mamma Mia! (2008)

Mamma Mia! chegou às salas de cinema no verão de 2008 e foi um recorde de bilheteiras imediato. Já a crítica dividiu-se: uns agarraram-se a um lado meio pateta que o filme indiscutivelmente tem; os outros preferiram a sua alegria contagiante.

Não é de todo uma obra-prima do cinema; mas a questão é que também não pretende ser. É, sim, uma ode musicada ao verão, em que se espera que quem vê o filme consiga sentir a dita alegria, a mesma que se percebe que os atores sentiram ao gravá-lo. Em relação à música, à exceção de Amanda Seyfried, ninguém do elenco se pode gabar de grandes dotes e, sendo o filme um musical, isso poderia ser um problema. Não foi. As músicas são conhecidas pelo mundo todo e a tortura que é ouvir Pierce Brosnan a cantar faz com que qualquer pessoa sinta que também pode cantar.

 Neste equilíbrio entre festa de karaoke e filme, encontramos Meryl Streep irrepreensível, como sempre, mas – obviamente – com menos profundidade do que em personagens como Karen Blixen (África Minha, 1985). Interpreta Donna Sheridan, dona de um hotel numa pequena ilha grega e mãe de Sophie (Amanda Seyfried), uma jovem de 20 anos prestes a casar com Sky (Dominic Cooper). Sophie cresceu sem conhecer ou sequer saber quem era o pai, mas depois de ler o antigo diário da mãe descobriu que havia 3 candidatos: Harry Bright (Colin Firth), Sam Carmichael (Pierce Brosnan) e Bill Harrison (Stellan Skarsgard). É então que decide convidá-los para o seu casamento.

Ao som de clássicos como Money, Money, Money e, claro, Mamma Mia passamos quase duas horas, em paisagens de cortar a respiração, a assistir a uma história mediana, interpretada por grandes nomes que se divertiram mais a fazer o filme do que a maioria de nós se divertirá a vê-lo. Problema da maioria porque, com uma mente aberta e espírito de verão, Mamma Mia! é tão bom como o pôr-do-sol no fim de uma tarde de praia.

Abençoados sejam os filmes sem pretensões!

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