Prod DB © DRMenahem GOLAN, producteur israelien ne en 1929

Morreu Menahem Golan, produtor e realizador israelita de Força Delta

Tinha 85 anos e esteve ligado à produtora Cannon, responsável por uma série de obras populares, maioritariamente desprezadas pela crítica, entre elas Desaparecido em Combate e Força Delta – uma autêntica distribuição de “fruta”, a cargo do merceeiro Chuck Norris.

Nascido Menahem Globus em 1929, filho de emigrantes polacos, adotou o apelido hebreu Golan por motivos patrióticos, isto depois de servir na Força Aérea durante a Guerra da Independência em 1948.

Menahem Golan foi pioneiro do cinema israelita: no início dos anos 60 começou a trabalhar com o lendário produtor Roger Corman e estreou-se na realização com El Dorado em 1963. Um ano mais tarde, foi o produtor de Sallah Shabati, que se tornou o primeiro título israelita nomeado para o Óscar de melhor Filme Estrangeiro.

Depois, já na década de 80, e deixando para trás a qualidade,  Golan juntou-se com o primo em busca de Hollywood, comprando a Cannon Films e começando a destilar cinema “à cacetada” (no sentido literal e figurativo, pois chegavam a lançar 12 filmes por ano, tendo quase todos em comum o facto de terem muita pancadaria).

Estes filmes de série B conquistaram o coração dos americanos que vibravam ao ver heróis como Chuck Norris (Força Delta), Jean-Claude Van Damme (Masters of the Universe) e Charles Bronson (com a saga Death Wish)

Outros clássicos da época foram Bolero (em 84, com a voluptuosa Bo Derek), Invasão EUA (85), As Minas do Rei Salomão (86), Cobra, o Braço Forte da Lei (com Sylvester Stallone, em 87), Superman IV: Em Busca da Paz (87).

Em 1993 entraria em bancarrota, mas para a posteridade ficam todos os grandes filmes que nós adorávamos criticar, mas que víamos na mesma.

 

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