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The Raid 2: BERANDAL (2014) – MOTELx

O melhor filme de ação de todos os tempos já não é The Raid: REDEMPTION (2011). É a sua sequela, The Raid 2: BERANDAL (2014). Sim, quem visualizar o filme em causa presenciará um daqueles raríssimos casos em que a sequela é superior ao original. Este evento místico, mais raro que o alinhamento de todos os planetas da Via Láctea, ocorre sempre com uma diferença de anos considerável e nunca previsível, sendo exemplo filmes como Padrinho II (1974), Exterminador Implacável II (1991) e Toy Story 2 (1999) .

As palavras BERANDAL e REDEMPTION encontram-se propositadamente escritas com maiúsculas porque o subtítulo destes filmes deve ser sempre pronunciado em forma de berro, até quando apenas se está a ler. É uma forma de preparar o futuro espectador para a supremacia que vai presenciar.

No filme, acompanhamos Rama, um polícia que é convencido por uma task force especial a infiltrar-se numa prisão de forma a ganhar a confiança do filho de um Chefe Mafioso que comanda a família Goto, uma das famílias mais poderosas e influentes da região. Este decide embarcar nesta missão após saber que o seu irmão foi assassinado por um gangster ascendente com o nome de Bejo e que o resto da sua família corre perigo, devido aos eventos do filme anterior.

Mr. Goto, também conhecido como Chefão Mafioso Mauzão Indonésio.

Mr. Goto, também conhecido como Chefão Mafioso Mauzão Indonésio.

Sem dar muitos spoilers do filme anterior, nele Rama mata muita gente, mas mesmo muita gente, e algumas pessoas se calhar não devia ter morto.

Estando perto da organização mafiosa, Rama informa a task force sobre atividades ilícitas diversas e estes em troca oferecem proteção à sua família. Contudo Rama continua a procurar Bejo e a sua merecida vingança pela morte do irmão.

Mas porque é que é o melhor filme de ação de todos os tempos e uma sequela superior ao original? Porque não só possui coreografias de porradona grossa sangrenta, excelentemente editadas, de dar arrepios na espinha, mas também porque, quando não está a ocorrer essa porradona, é apresentada uma cinematografia de luxo, com prestações bastante sólidas por parte do elenco.

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Plano Awesome escolhido aleatoriamente.

Algo divertidíssimo nas sequências de porradona é o facto de estas levarem o espectador a sentir que está a jogar um videojogo. Os inimigos surgem em hordas e em cenários diferentes lembrando o início de diferentes níveis de progressão, muitas vezes culminando em caricatos Bosses Finais que o herói tem que derrotar. Há momentos que quase se consegue ouvir “Level 3 – Defeat all foes!”.

No final, são duas horas e meia de porrada, porrada e mais porrada com um enredo contado através de uma cinematografia de luxo, invulgar em filmes do género. É a melhor adaptação cinematográfica de um videojogo, mesmo que o videojogo não exista.

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