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Um Belo Par de…Patins (Forgething Sarah Marshall, 2008)

Nicholas Stoller tem tirado a sua especialização em comédias bem-sucedidas, principalmente na bilheteira, mas também na crítica especializada – basta referir o recente Má Vizinhança (2014), com Zac Efron. Jason Segel é um habitué nestas andanças, acumulando com as funções de protagonista, a de argumentista – Os Marretas, co-escrito com Stoller, é outro exemplo de sucesso. Para que este ménage à trois cinematográfico não fique órfão de um vértice, falta referir Judd Appatow, que enquanto produtor consegue sempre criar uma aura de vernáculo e obscenidade comum a todos os seus filmes (e que às vezes até corre bem). Um Belo Par de…Patins – uma tradução inenarrável de Forgething Sarah Marshall – é o pináculo das comédias românticas desconchavadas e tem o melhor de cada uma das individualidades referidas anteriormente.

A história segue Peter Bretter (Jason Segel), um músico estagnado em processo de litígio amoroso com Sarah Marshall (Kristen Bell), uma atriz de uma série famosa que preferiu o conforto nos braços de Aldous Snow (Russell Brand), um músico pouco ortodoxo e híper-sexual inglês – numa interpretação já típica de Russell. Para fugir ao desgosto amoroso, Peter foge para o Havai, encontrando ironicamente a sua ex nos braços do músico inglês. Felizmente está hospedado no hotel em que Rachel Jansen (Mila Kunis), uma rapariga extremamente simpática, trabalha como rececionista.

 Sim, estamos perante uma comédia romântica, com todos os elementos (e atores) de Judd Appatow (temos de tolerar Paul Rudd), no entanto, talvez devido aos envolvidos, este romantismo controlado da obra, funciona.

Obviamente, a partir da descrição consegue-se criar uma ideia lógica do que irá acontecer e de como irá acabar o filme. Desta forma sabemos de onde parte e onde quer chegar, e isso é tudo menos novidade. Aqui o que cativa é o processo, o caminho que nos leva de A a B, sendo “B” Mila Kunis e “A” Kristen Bell (qual delas a melhor).

Depois, a localização do filme potencia todas as belas imagens e banda sonora presentes, dando um tom muito carismático transversal a toda à obra – que até consegue tornar Paul Rudd tolerável e que apresenta um gordinho Jonah Hill como bónus.

A previsibilidade dos filmes deste género acaba por já ser expectável e facilmente posta em segundo plano, devido à qualidade da maioria das piadas e situações (e da Mila Kunis).

Com uma realização equilibrada e um argumento consistente, são os atores que tornam este Um Belo Par de…Patins, um belo par de… horas de entretenimento fácil e indolor.

No final a moral da história é a seguinte: Esquecer uma mulher? Muito difícil. Esquecer a Kristen Bell? Só mesmo se aparecer a Mila Kunis. Mas não se preocupem, nenhum de vocês terá que lidar com esta última decisão.

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