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Amor Sem Barreiras (West Side Story, 1961)

Amor Sem Barreiras ganhou o Óscar de Melhor Filme em 1961 com o argumento de Romeu e Julieta actualizado para a época. Contudo não estamos perante uma disputa familiar, mas sim perante uma disputa de gangs, uma disputa que aborda questões culturais ligadas ao movimento de imigração para os Estados Unidos.

Tony, um dos fundadores dos Jets, apaixona-se por Maria, irmã do chefe dos Sharks. Os Jets são caucasianos de aspeto cool (para os standards da década) e os Sharks são compostos por porto-riquenhos.

O filme em si é um musical com pouca pausa nas cantorias. As músicas têm letras de qualidade que, em tom satírico e sarcástico, abordam questões como o preconceito, a delinquência e as guerras entre grupos. É através da parte musical que a obra ganha profundidade e qualidade: os momentos musicais revelam uma crítica social refinada e servem de introdução às mudanças de humor das personagens e do filme. Por outro lado, a música é também a parte mais anti-climática do filme: ao longo dos 152 minutos são escassos os momentos em que algo entusiasmante acontece, seja um twist ou um desenvolvimento inesperado da história, mas quando acontece… O espectador tem de sobreviver a qualquer coisa entre 3 e 7 minutos de música antes de poder ver a sua curiosidade satisfeita.

Não há dúvida de que esta é uma produção imensa, sê-lo-ia hoje como foi há 50 anos, com cenários impressionantes e coreografias complexas com dezenas de pessoas. Do ponto de vista da representação, não há muito a dizer: os actores são competentes, mas nota-se que são mais bailarinos e cantores do que outra coisa.

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