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A Loja dos Suicídios (Le magasin des suicides, 2012) – Monstra 2014

A Loja dos Suicídios passou na última quinta-feira às 00h, no cinema de S. Jorge, ao abrigo do festival de cinema de animação: Monstra.

A história passa-se em França, numa altura em que o suicídio dá direito a multa (até ao defunto) e onde uma família gere um negócio de venda de equipamentos (sabres, venenos, etc.), para o cliente se suicidar. Esta dinâmica muda quando a família ganha um novo membro, um filho que, estranhamente parece feliz e não se adapta ao estilo daquele género de ofício.

A loja dos suicídios, apesar de ser um filme de animação, claramente não é familiar, excetuando se formos da família de Charles Manson. É aliás uma obra que muitos vão achar de mau tom e que, pelas temáticas que aborda, os mais sensíveis vão evitar. Provoca “comichões” e incómodos, falando de tópicos como suicídio, depressões, nudismo. O que mais pode chocar é a forma como “brinca” com todas essas temáticas, sempre com uma máscara de ligeireza.

Esses incómodos e essa ligeireza, acabam por funcionar, num filme que mais que uma história, é altamente estilizado. Uma banda sonora muito boa, personagens divertidos e o fator choque. No entanto, apesar de toda a ideia envolta no filme ser original, a construção do argumento não é bem-sucedida. Sente-se um arrastar da história, o que a torna algo monótona. O final é outro dos pontos fracos, é demasiado contrastante com o tom do resto da obra e não funciona. Se fosse uma curta-metragem de 30 minutos, poderia ter sido algo genial, assim é só uma ideia refrescante, com uma banda sonora boa e uma experiência visual altamente estilizada, mas que se prolonga demais.

  • Margarida Duarte

    Também achei o filme um bocejo, às tantas parecia que já tinham esgotado o conteúdo e estavam só a fazer tempo. E não o achei assim tão “atrevido”. Aliás, acho que pecou por ser expectável

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