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Sem Limites (Shameless US – Temporada 1 e 2)

Sem Limites é uma série americana que teve início em 2011, baseada na séria britânica com o mesmo nome e que durou 11 temporadas. Esta série teve uma boa receção junto do público em geral, embora os fãs mais aficionados da versão britânica continuem a referir que é inferior à original – menos realismo e menos crítica social/política são alguns dos defeitos apontados.

Sem Limites conta a história de uma família que vive naquela zona da cidade em que ninguém de bem deseja ir, não vá acontecer voltar em roupa interior. A família Gallagher é constituída por sete elementos, Frank – o pai para quem os filhos são um fardo na sua vida de álcool, drogas e subsídios do estado – e os seus seis filhos. Um dos pontos mais fortes de cada episódio é o de dar a conhecer um pouco melhor cada uma destas personagens. Elas são-nos apresentadas como pessoas relativamente normais, mas, cinco minutos depois de o episódio começar, torna-se óbvio que a vida ali é tudo menos normal (pelo menos segundo os padrões do espectador geral). E, tal como na metáfora da cebola no Shreck, camada a camada, vamos sabendo um pouco mais sobre o que vai na mente de cada um dos Gallagher (e também dos vizinhos). É aqui que se entende que Sem Limites não é uma série de comédia – embora tenha momentos cómicos mais que suficientes para justificar a categoria – mas sim um drama. Quem vai à procura de gargalhadas vai tê-las, mas também se expõe a questões profundas, a drama e à realidade em contextos de maior pobreza. O desempenho do elenco é fantástico, sendo perceptível a química e dinâmica que se estabeleceu entre eles. Podemos ainda ver o actor que fez de Goku e a actriz que fez de Bulma no desastre filme Dragonball: Evolução, só que desta vez em versão “bons actores”.

O maior defeito desta série é provavelmente o facto de se publicitar como um comédia estilo American Pie e dar a impressão de que é Frank Gallagher, alcoólico e sem valores, o protagonista – isto afasta audiência que não gosta de estupidez só por estupidez, quando na realidade, sim, há algum disparate, mas não é isso que está no cerne de cada episódio ou de cada temporada. Frank (perfeitamente desempenhado por William H. Macy) é uma personagem principal de enorme relevo, mas muito do coração da série está nas restantes personagens.

A primeira temporada estabelece o status quo dentro desta mini-sociedade e tem um final que podia ser o fim da própria série. Já a segunda temporada faz o melhor que pode para destruir esse status quo, o que pode frustrar o espectador mais ansioso.

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