Um Amor Entre Dois Mundos (Upside Down, 2012)

Esta entrada do realizador Juan Diego Solanas estreia hoje nos cinemas portugueses e traz ao grande ecrã a história de amor de Adam, interpretado por Jim Sturgess, e Eden, pela mão de Kirsten Dunst.

Numa questão técnica, este filme é uma enorme confusão: a ficção científica não faz qualquer sentido, o que para o espetador mais picuinhas poderá traduzir-se num fator que o tira do filme. Trata-se de dois planetas tão próximos que dá para passar de um para outro, isto é cientificamente errado, já que dois planetas assim tão próximos iriam com certeza colidir. Mas partindo do pressuposto de que pode acontecer, eles estão constantemente a mudar as regras pela qual este universo se gere. Nalgumas cenas os compostos de cada planeta apenas sentem o peso gravitacional do mesmo, noutros momentos eles sentem a gravidade do planeta onde estão e não onde foram gerados, trazendo uma frustração ao público mais exigente.

Outra questão que faz serrar os dentes, é a história de amor em si. Para alem dos atores estarem a interpretar a mesma personagem outra vez, mas num filme diferente, em nenhum ponto da historia parece tratar-se duma relação natural, bombardeando a audiência com twist após twist vindos do nada.

Os atores principais e secundários são absolutamente desperdiçados, já que são capazes de atuações excelentes noutros trabalhos, traduzindo-se este trabalho como má direção e escrita preguiçosa. Outro problema foi o longo monólogo no início da película a introduzir o universo no qual o enredo decorre, pois uma das bases do cinema é o show, don’t tell, ou seja, é mais eficaz para uma audiência envolver-se num argumento se este lhes é mostrado em vez de ser contado.

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