
Top 10 Spoon – Os melhores do ano Parte II
Sem qualquer regra hierárquica, segue a segunda parte do melhor top nacional, eis a nata de 2015.
Jogo de Imitação ( Morten Tyldum) – Estreia 15.01.2015
Vamos pôr de parte a guerra mundial, aliados e nazis, genocídio, direitos humanos e até mesmo o legado científico de Alan Turing. São temas de extrema importância mas este filme não é sobre nada disto. Por mais improvável que soe, The Imitation Game é um filme de amor.
Além de um elenco sem falhas, o filme também ganha por ter um guião espetacularmente escrito, que consegue intercalar diferentes etapas da vida de Turing sem perder fio à meada, mantendo a lógica de uma história com príncipio, fim e cenas memoráveis pelo meio.
The Imitation Game é assim um filme completo, e por isso merece estar nesta lista.
Vicio Intrínseco (Paul Thomas Anderson) – Estreia 19.02.2015
Inherent Vice foi no ano passado quase ignorado pela Academia de Hollywood, e quase que passou incólume pelos cinemas em Portugal. No entanto, Anderson, fugindo aos critérios e lobbys da academia, deu um soco puro e politicamente incorrecto de entretenimento, sem esquecer uma estética que remete aos filmes de série B da década de setenta. Gargalhadas desconchavadas e uma estética muito própria, tornam este Vicio Intrínseco um filme sólido neste top.
Ex-Machina (Alex Garland) – Estreia 23.04.2015
Este vai claramente tornar-se um clássico sci-fi, oferecendo uma das mais impactantes discussões sobre a criação de uma inteligência artificial auto-suficiente. Como o próprio nome do filme sugere, a robô protagonista, Ava, é literalmente uma Deus Ex Machina, que veio para alterar o destino dos homens definitivamente. Talvez o melhor filme deste ano.
Agora decorem este nome: Alicia Vikander, depois de um desempenho destes, ela irá dar que falar.
Steve Jobs (Danny Boyle) – 12.11.2015
Este ganha nem que seja pelo efeito contraste, em relação ao seu antecessor, protagonizado por Ashton Kutcher. Comparar o Steve de Fassbender com o de Kutcher, será como comparar a Capela Sistina, com a igreja do Cacém. Danny Boyle, coadjuvado por um excelente elenco consegue aqui criar um retrato bem mais interessante, fugindo ao formato de biopic.
Não tendo a profundidade do subvalorizado e esquecido Munique, A Ponte dos Espiões traz de volta um Spielberg em boa forma que, fugindo inteligentemente ao tom político, nos conta a história de uma personagem muito cativante, representado por um actor igualmente muito cativante.
Já no final do ano, tivemos uma obra que se pode posicionar bem para receber um ou outro prémio.