dr.horrible

Dr. Horrible’s Sing-Along Blog (2008)

Como resultado do Writers’ Strike que existiu entre 2007 e 2008, Joss Whedon foi um dos primeiros a criar destaque nas web series no Youtube com Dr. Horrible’s Sing-Along Blog. Contando com um cast relativamente pequeno, o realizador e escritor pretendeu demonstrar que não era necessário um grande estúdio por trás, para a produção de entretenimento de qualidade.

A história, tal como é sugerido pelo título, tem um formato de blog, e é contada através da perspetiva de Billy, aka Dr. Horrible (Neil Patrick Harris), relatando a progressão de alguém revoltado com a sociedade na qual vive, para um verdadeiro super vilão.

No que toca às personagens, existem apenas três que valem a pena referir. O já mencionado Billy – a personagem principal com a qual a audiência se identifica, quer na visão negativa do mundo, bem como na ingenuidade do rumo que começa a seguir. Penny (Felicia Day), que é o interesse amoroso e o catalisador dos eventos que ocorrem na trama; e o antagonista, Captain Hammer (Nathan Fillion). A relação desta tríade é muito bem conseguida levando a que quem assista acabe por suspender o julgamento em relação à implausibilidade da história.

A um nível mais técnico, apesar de se tratar duma web series, nota-se desde o início que os recursos disponíveis são muito superiores aos de um comum youtuber, e que estes são empregues de modo excecional. Este formato, embora possa desencorajar alguns, está muito bem interligado com a narrativa, tornando a experiência com a personagem principal  “mais íntima”.

Outro aspeto também (muito) importante é a melodia, visto que se trata dum musical. As harmonias estão integradas de modo muito fluido na história, o que produz um excelente balanço entre os momentos mais leves e cómicos, com os de tragédia, de modo a obter uma enorme resposta emocional por parte do público.

Assim, esta obra trata-se duma das mais conhecidas web séries feitas até à data, e criadores, como os Finebros e Hank Green, tomaram isso em consideração. Desta forma, fugindo ao universo mainstream, encontramos plataformas como o Youtube e Blip TV, cheias de conteúdos originais, e de qualidade, traduzindo-se num universo que não está limitado pela indústria. Para quem tenha curiosidade, vale a pena dar uma olhadela.

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