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O Amor é Estúpido (What If, 2013)

What If, de 2013, é o filme realizado por Michael Dowse, que nos traz uma comédia romântica de fácil comparação; uma história que aceita o desafio de fugir à normalidade, e que, como muitas outras, não foi capaz de cumprir.

Wallace – Daniel Radcliffe – vive, de coração partido, no sotão da sua irmã mais velha. Após um período de quarentena da sociedade, motivado por uma separação difícil, decide ingressar numa festa de um amigo. Aí conhece Chantry – Zoe Kazan – por quem nutre afeto instantâneo. Wallace encontra o seu Gromit, que aqui se afigura como uma bonita e interessante mulher.

Enquanto a dupla se dá bem imediatamente, concordam em permanecer apenas amigos uma vez que ela já tem um namorado (Rafe Spall).

Zoe Kazan, à moda de Zooey Deschanel, faz florescer, na sua personagem, um charme natural e inocente (que tanto cativa o público masculino), repetindo o feito de Ruby Sparks.

Ele ama-a, ela pode amá-lo e o par balança laboriosamente em oportunidades perdidas e skinny-dipping ao luar. Enquanto Radcliffe e Kazan fazem  o seu melhor com este material acanhado, o filme não se mostra diferente das dezenas de comédias românticas existentes.

À medida que a história caminha penosamente, as personagens (interruptamente) analisam se é possível para um homem e uma mulher para serem apenas amigos.

https://www.youtube.com/watch?v=-VJmjBYvc6Q

Existe na mente dos sensíveis escritores de Hollywood – e em nenhum outro lugar – uma criatura conhecida como Dream Girl Manic Pixie – uma criatura camarada e pouco profunda, que existe somente para ensinar jovens com alma, a abraçar a vida e os seus mistérios infinitos e aventuras. As DGMP’s existem para ajudar os seus homens, sem procurar a sua própria felicidade, e essas personagens nunca crescem; Assim, como os seus homens.

Já interpretada por Natalie Portman em Garden State, Kirsten Dunst em Elizabethtown, Mila Kunis em Forgetting Sarah Marshall e Zooey Deschanel em praticamente todos os filmes em que já entrou. Agora, junta-se às fileiras Zoe Kazan, desajeitada e efervescente, que, para surpresa das surpresas, existe para ajudar o seu homem descontente.

O humor negro e sarcástico é o auge do filme uma vez que é capaz de causar, múltiplas vezes, gargalhadas. O filme rodeia-se de um bom humor para esconder as faltas de plot. Uma verdadeira pena.

Daniel Radcliffe mostra algumas fragilidades na sua performance. Embora não sendo um papel profundo, o ator ex-feiticeiro, não brilha no grande ecrã e revela necessidade de amadurecimento como profissional. Quanto a Kazan – que está praticamente a repetir o papel que desempenhou no seu filme de estreia, Ruby Sparks – é difícil julgar se é realmente uma boa atriz devido á pouca complexidade exigida por Chantry. O texto não oferece espaço para o desenvolvimento dos atores, porém, a crítica é da opinião de que o par poderia ter uma óptima química, com um guião melhor.

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