SAMI GAYLE (center) stars in VAMPIRE ACADEMY

Sugestões para Domingo à Tarde #19: Academia de Vampiros (Vampire Academy, Mark Waters, 2014)

Este é o filme ideal para só se quer sentar, depois de uma noite longa de sábado, e apenas quer ter a TV ligada, sem nada de muito complicado (ou então para pitas, se forem pitas, também resulta).

Em Academia de Vampiros temos a tentativa de agradar ao mesmo nicho de adolescentes que consumiram a saga Crepúsculo, pois os do Harry Potter já começam a ter filhos e a não ligar a estas coisas. Para isso, utilizou-se outro livro de vampiros de  Richelle Mead (com o mesmo nome do filme) e procurou-se recriar o misticismo e a magia do Harry Potter, metendo vampiros e abusando nas piadas ao Crepúsculo, que podem ofender os adolescente que gostaram dessa Saga.

A história foca-se numa princesa Moroi (uma espécie de vampiros bons), chamada Lissa (Lucy Fry), e na sua guardiã Rose (Zoey Ducth). Os vilões desta história são múltiplos, mas os mais ferozes serão um grupo de adolescentes disléxicos e os maléficos Strigoi (vampiros maus).

“tão estapafúrdio que se torna hilariante“. À história profundamente banal e insossa, que nem os adolescentes mais lentos vão achar imprevisível, juntam-se numerosas pérolas no diálogo, que são tão parvas, quanto inesperadas.

Em relação às atrizes, há um grande e excessivo ênfase em Zoey Dutch, que apesar de carismática na vertente cómica, torna a história de vampiros cada vez menos sobre vampiros e cada vez mais sobre coscuvilhice de secundário.

A verdade é que a capacidade que o filme tem de gozar com tudo (inclusive consigo próprio) é a melhor qualidade que tem (talvez mesmo a única). No entanto, as gargalhadas que consegue arrancar em vários momentos, acabam por compensar, em parte, o facto de ser mal conseguido em termos de ação. Academia de Vampiros é o filme ideal para o adolescente cético, nada romântico, com muito sarcasmo e que partilhe do ódio pelo Crepúsculo.

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