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Robin Williams (1951 – 2014) – Por trás de um sorriso

Robin Williams foi um ator que todos nos habituamos a ver e a gostar. Sabíamos que se o víssemos de barba rala, comédia iria surgir, e se de barba feita, iriamos chorar. Era essa a sua maior capacidade e aquilo que se pede a um ator: tão depressa nos consegue fazer rir, como num ápice nos faz chorar. Hoje, no seu derradeiro ato, ele faz-nos chorar.

Como a maioria dos comediantes – desde Peter Sellers, passando por Benny Hill – Robin era uma pessoa tímida, reservada, algo solitária. Nascido nos subúrbios de Chicago, depressa se destacou sozinho em palco, nos seus espetáculos de Stand-Up Comedy, onde brincava criticamente com todos os assuntos fraturantes da sociedade. Aliás, o Stand-Up nunca deixou de fazer parte da sua vida.

 

Infelizmente, também na década de 70 iniciou uma batalha indesejável contra a cocaína, luta que nunca conseguiu vencer completamente:

“A cocaína era para mim uma forma de me esconder. A maior parte das pessoas ficam aceleradas com a cocaína; a mim abrandava-me”.

A série Mork & Mindy (1978-1982), na qual assumiu a personagem do extra-terrestre Mork, marcou a sua entrada definitiva para o estrelato, de onde nunca mais saiu.

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O seu primeiro papel no cinema amplamente destacado pelo público e crítica deu-se em 1987 com Bom-Dia Vietname, de Barry Levinson – se não se lembram do filme, têm de se lembrar da música de Louis Amstrong e do grito de Robin: “Gooood Mooooooooourning Vietname” -, onde Robin Williams interpretava um  radialista na Saigão de 1960, em plena guerra.

Depois, pegou de estaca com o filme de culto de 1989, O Clube dos Poetas Mortos, de Peter Weir; interpretava um professor, nos anos 50, que incita os alunos a desafiarem os seus tempos e a desafiarem-se, e onde frases como “Carpe Diem, Seize The Day” inspiraram meio mundo, até mesmo algumas personagens fictícias, como Timon e Pumba (de onde acham que saiu a ideia para o Hakuna Matata?).

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A consagração a nível dramático – lá está, a sua personagem apresentava-se de barba – chegou com O Bom Rebelde (1997). Robin interpretava um psiquiatra, e amigo, de Matt Damon, um jovem brilhante, mas algo perdido. A orientação do “professor” Williams foi tão boa que lhe valeu o óscar de melhor ator secundário.

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A partir daí fez o que quis, nem sempre brilhante, mas sempre carismático. Insónia (de Christopher Nolan, talvez o seu papel mais auto-biográfico), Mrs. Doubtfire, Patch Adams, Jumanji, 5 globos de ouro, dezenas de prémios. Enfim, difícil será escolher o nosso momento preferido de Robin.

Conseguem escolher o vosso filme preferido com Robin Williams?

 I can’t judge. There are two kinds of people in Alaska: those who were born here and those who come here to escape something. I wasn’t born here. – Insónia (2002)

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